Você já parou para pensar na quantidade de eletrônicos que estão conectados durante todo o tempo e o quanto isso influencia nossas vidas? Isso não é referente apenas aos gadgets que utilizamos diariamente para nos conectarmos à internet, mas também a outras centenas de aplicativos, objetos e equipamentos (como marca-passos, carros com computadores de bordo e até mesmo redes elétricas).
É claro que esses exemplos não podem ser utilizados para que acessemos o Facebook ou algo parecido, mas eles trabalham com energia elétrica e frequências que podem ser afetadas por outros aparelhos. E é por isso que hackers podem matar pessoas. Não que isso signifique perigo constante, mas é necessário saber que a possibilidade realmente existe. Quer saber como? Então confira!
1. Desafiando a saúde eletrônica
Um coração que tenha problemas para controlar sozinho os seus batimentos pode ganhar o auxílio de um marca-passo. Esse aparelho tem a função de regular o ritmo cardíaco por meio de estímulos elétricos — pequenos e leves choques que forçam o coração a realizar as contrações necessárias para o bombeamento do sangue. E para que o dispositivo mantenha uma uniformidade, há um chip de controle central.
Para evitar que tenham que ser feitas cirurgias para a troca de baterias nos marca-passos, já começam a serem estudadas formas de utilizar recarregadores wireless. E para que configurações também possam ser feitas sem novas invasões cirúrgicas, eles também possuem funções de controle remoto. Mas, se esses comandos caírem em mãos erradas, o que pode acontecer?
Segundo a SC Magazine, pesquisadores já descobriram que é possível fazer com que o firmware dos marca-passos seja modificado remotamente por pessoas que não possuem acesso a eles — e isso acontece em distâncias de até nove metros. Com essa invasão, torna-se possível ordenar descargas elétricas de 830 volts, o que , na maioria das vezes, causa a morte instantânea do portador.
O mais estranho é que essa descarga tão alta é possível graças a uma função escondida na maioria dos marca-passos. Ainda não é claro qual o real motivo dessa função, mas estima-se que ela seja programada para agir como um desfibrilador em casos de parada cardíaca. O pesquisador responsável pela descoberta afirma que é necessário “mostrar o lado mais escuro” do recurso para que as pessoas saibam com o que estão lidando.










































